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O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho criticou hoje os políticos que, para tentarem agradar a todos ainda mais do que os populistas, se tornam postiços, comparando-os a “prostitutos sem caráter”.
Numa intervenção de quase 50 minutos na apresentação de um livro, Passos defendeu que a política tem de ter uma dimensão de liderança e criticou o que chamou de “uma maldição que tomou conta do espaço europeu e também do espaço português”: “Os líderes não quererem desagradar a ninguém, o que é