This post was originally published on this site
https://static-storage.dnoticias.pt/www-assets.dnoticias.pt/images/configuration/MD/Imagem_WhatsApp_2025-03-10_%C3%A0s_16.28.02_f8a95a94.JPEGA 51.ª edição da Feira do Livro
do Funchal, que acontece entre 28 de Março e 6 de Abril, associa-se aos 500
anos do nascimento de Luís de Camões, um dos poetas maiores da literatura portuguesa,
juntando-se-lhe a mitologia insular na temática. No conjunto de homenagens
entram, também, Ana Margarida Falcão, Cabral do Nascimento e Irene Lucília de
Andrade.
E foi de livros e de livreiros que
falou Cristina Pedra esta tarde, no Teatro Baltazar Dias, no decorrer da
apresentação deste que é um dos principais e mais antigos eventos culturais da
Região.
“Ler é uma forma de nos educarmos
e de nos desenvolvermos”, afirmou a presidente da Câmara Municipal do Funchal,
vincando a adesão a este projecto de “todos os que estão com os livros”.
Cristina Pedra, além de notar a
aposta que o município tem feito na cultura, deu conta de que, na edição deste
ano da Feira do Livro, serão lançados 11 livros (mais um do que no ano passado)
e estarão presentes 33 editoras, livreiros ou alfarrabistas, mais sete (20%) do
que na edição do ano passado. Neste particular, nota para a parceria com uma
editora açoriana e com a Biblioteca Nacional de Cabo Verde.
O certame que contará com a
presença do professor catedrático e camonista José Bernardes, comissário para
as comemorações dos 500 anos de Camões, e de Germano de Almeida, autor
cabo-verdiano e vencedor do Prémio Camões, fica marcado, também, pelo retomar
do colóquio sobre a literatura madeirense que, até 2009, esteve associado à
Feira do Livro do Funchal. Um momento que, como notou Cristina Pedra, servirá à
reflexão e ao debate em torno da literatura marcadamente de produção regional.
No total, teremos 34 stands ao
longo da Placa Central da Avenida Arriaga, entre o Teatro e a Sé do Funchal, um
dos espaços que servirá de palco às mais de 100 actividades que vão acontecer nos
10 dias de feira, envolvendo cerca de 250 artistas, autores, animadores e
autores. Juntam-se outros palcos, como o Museu Henrique e Francisco Franco, a
Biblioteca Municipal do Funchal ou o Museu Cidade do Açúcar. O espaço
infanto-juvenil volta a ser o local onde a realidade e o imaginário se fundem, fusão
que também serviu de mote para a instalação artística de Fabian Conteras, ‘Navegantes
do Imaginário’, uma verdadeira carta de navegação especial, conforme o próprio
autor vincou na apresentação desta 51.ª Feira do Livro do Funchal. Conte com outras
oito instalações artística nesta evento.
A edição deste ano conta, também,
com o trabalho do projecto ‘Trégua’, materializado em sacos ‘upcycling’, feitos
a partir de lonas promocionais de outras edições da Feira do Livro, como explicou
Cristiana de Sousa.
Estes sacos, de edição limitada e
que serão oferecidos a quem realizar uma compra de valor superior a 30 euros,
foram costurados e serigrafados por oito mulheres que estão privadas da
liberdade no Estabelecimento Prisional do Funchal, e marcam, de forma mais visível,
a ligação deste evento à sustentabilidade. A abolição das garrafas de plástico
são outra marca desta Feira do Livro, tendo sido produzida, inclusive, uma garrafa
reutilizável alusiva ao evento.
Nesta apresentação esteve,
também, Teresa Nascimento. A investigadora do Centro Interuniversitário de
Estudos Camonianos e professora da Universidade da Madeira tem colaborado com a
organização da Feira do Livro no que concerne aos conteúdos e à temática
camoniana. Nas curtas palavras que dirigiu aos presentes, onde não faltavam
muitos agentes culturais, a camonista lamentou o pouco envolvimento de outras entidades
regionais nas celebrações dos 500 anos de Camões, enaltecendo, por isso, o
papel da Câmara do Funchal e do seu Departamento de Cultura, que aceitou o desafio
que a investigadora lançou no ano passado.
Mas, além de Camões, esta Feira
do Livro servirá, também, para homenagear três escritores madeirenses. Cabral
do Nascimento e Ana Margarida Falcão, ambos já falecidos, aos quais se junta
Irene Lucília de Andrade, que tem marcado a contemporaneidade literária regional
com as suas criações literárias, marcadamente poéticas.
O agradecimento antecipado pela
homenagem veio através das palavras de Sandro Nóbrega, um dos autores de um dos
livros que será editado na Feira deste ano – ‘Da Irene, com Amor’, e que tem,
precisamente, por tema aquela poetisa madeirense, que serviu de inspiração a um
dos espectáculo que subiram à cena no ‘Baltazar Dias’, no ano passado.
A candidatura da coligação Força Madeira (PTP/MPT/RIR) disse hoje que a criação de um gabinete…
O cabeça de lista do Chega às eleições antecipadas da Madeira prometeu hoje apresentar iniciativas…
Pedro Luz, personal trainer de profissão, foi o entrevistado desta semana na rubrica DIÁRIO-Desporto, onde…
O presidente do Conselho Médico da Região Autónoma da Madeira da Ordem dos Médicos voltou,…
“A situação de termos três eleições Nacionais em três anos e aqui na Madeira o…
A Câmara Municipal do Funchal, através do Serviço Municipal de Protecção Civil Funchal (SMPC Funchal),…